quarta-feira, 22 de junho de 2011

De volta!!!!!

Depois  de temporada atribulada de estudo, retorno  para preview de férias.
Aproveitem!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

O que já foi ou é moda no Carnaval

Queria trazer algo novo, pesquisei algumas curiosidades  sobre o folguedo mais animado do mundo,sempre tive curiosidade de saber como surgiu as máscaras, confetes e serpentinas, arlequins ,pierrots e colombinas ,mestre-sala e porta bandeira,abadás  que fazem parte do nosso cotidiano carnavalesco.

Tudo isso pra desejar um Super Carnaval a todos!!!!

Máscaras
O Carnaval de Veneza surge a partir da tradição do século XVII, onde a nobreza se disfarçava para sair e misturar-se com o povo. Desde então as máscaras são o elemento mais importante deste carnaval. Há no entanto registos de folguedos carnavalescos de 1268.
A festa carnavalesca de Veneza tem duração de 10 dias. Durante as noites realizam-se bailes em salões e as companhias conhecidas como compagnie della calza realizam desfiles pela cidade. Entre as mais conhecidas estão Os Antigos e Os Ardentes.

Mascarados do Carnaval de Veneza
Os trajes que se usam são característicos do século XVIII, e são comuns as maschera nobile, ou seja, máscaras nobre, caretas brancas com roupa de seda negra e chapéu de três pontas. Desde 1979 foram sendo somadas outras cores aos trajes, embora as máscaras continuem a ser brancas, prateadas e douradas.
Confetti lors d'un evènement artistique
O Confete aparece pela primeira vez no carnaval de Roma sobre a forma de "confetti", ou "confeitos" de açúcar que as pessoas jogavam umas sobre as outras durante o corso nas ruas da cidade.O confete de papel (geralmente branco, dourado ou prateado) é noticiado pela primeira vez no carnaval de Paris, em 1892.
As Batalhas de Confete, ou Batalhas de Flores, eram os nomes dados, no início do século XX, às promenades características do carnaval da elite carioca desde meados do século XIX.
A principal característica das batalhas de flores, ou de confete, eram seu caráter inocente e familiar. A brincadeira consistia basicamente num passeio de carruagens (ou de automóveis) enfeitadas, que transportavam grupos de pessoas fantasiadas. Ao se cruzarem, os foliões lançavam uns sobre os outros, pequenos buquês de flores, confetes ou serpentinas procurando copiar os modos "civilizados" do carnaval de Nice.

Serpentinas
Não se sabe ao certo a origem da serpentina. As primeiras notícias sobre o uso dessa artefato carnavalesco vêm da Paris e informam que ela começou a ser usada em 1893, um ano depois do confete.
A bobina é agora um pequeno rolo de papel fino, geralmente coloridos, utilizados durante as festas, especialmente o carnaval .Ela cai de repente ao ser jogada e forma um par com os confetes festivos.
Foi inventada em 1892 (1893) por um empregado do telégrafo, cujo nome é desconhecido e que trabalhou na agência dos Correios em Paris 47. Para fazê-la ele usou durante o Carnaval de Paris tiras de papel código (sinais, ao pé da letra) Morse. Foi, certamente, com bobinas inutilizáveis que iriam para o lixo.
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A popularidade da serpentina foi extraordinária em Paris.
No início, sua fabricação para o Carnaval foi realizada utilizando uma máquina especial que, reaproveitando cartazes velhos que eram distribuidos, transformava-os em tiras de papel de uma polegada de largura por 5-20 metros de comprimento.
 
Quem são Pierrot,Colombina e Arlequim?

São personagens de um estilo teatral conhecido como Commedia dell’Arte, nascido na Itália do século XVI. Integrantes de uma trama cheia de sátira social, os três papéis representam serviçais envolvidos em um triângulo amoroso: Pierrô ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez, também deseja Colombina. O estilo surgiu como alternativa à chamada Commedia Erudita, de inspiração literária, que apresentava atores falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria das pessoas. Assim, a história do trio enamorado sempre foi um autêntico entretenimento popular, de origem influenciada pelas brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os costumes dos poderosos de então.

 Quem são Mestre Sala e Porta Bandeira?

O termo mestre-sala parece ter vindo dos bailes carnavalescos do século XIX, nos quais havia um profissional responsável pela organização do salão que era denominado de "mestre de sala" ou "mestre-sala". No entanto, na verdade podemos recuar no tempo e percebermos que eram várias as casas reais que designavam um nobre da sua máxima confiança que ocupava permanentemente e em vitalício essa função para conduzir todas as cerimónias importantes. Em Portugal a família Almada, obteve-o durante seis gerações, de pai para filho, até acabar no 3.º conde de Almada. Mas, mesmo aí no reino de Portugal, pelo menos durante o domínio filipino já havia antes esse papel e título como oficial.
Com relação à porta-bandeira o nome foi uma adaptação natural do antigo "porta-estandarte", personagem, geralmente masculino, que carregava os pesados estandartes dos grupos carnavalescos brasileiros. Mas, como sabemos na Idade Média já os havia para apresentar a organização militar, civil ou religiosa a qual pertenciam e primitivamente tinham a designação ou posto de alferes.
O mestre-sala e a porta-bandeira, no samba, são um casal que executa um determinado bailado especial e deve apresentar com graciosidade o pavilhão da escola. Suas fantasias assemelham-se a trajes de gala típicos do século XVIII, porém "carnavalizados", ou seja, com uma quantidade exagerada de cores e enfeites.


Abadá

 
Abadá é um tipo de bata ou camisolão branco usado pelos muçulmanos que aqui aportaram como escravos.É uma palavra de origem africana, do yorubá, trazida pelos negros malês para a Bahia.
Assim também é chamada, até hoje, a indumentária dos capoeiristas. É provável que essa bata que servia as orações também vestisse os jogadores da capoeira durante suas rodas.Existe a lenda de que capoeiristas usavam branco como forma de demonstrar suas habilidades: os melhores mestres da capoeira mantinham seus abadás impecáveis depois da luta.
No Carnaval de 1993, o designer Pedrinho Da Rocha, o músico Durval Lelys, da Banda Asa de Águia, e o Bloco Carnavalesco Eva lançaram um novo tipo de fantasia para substituir as antigas mortalhas.
 
Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

INSPIRE-SE

 

  Vamos a aula de balé?  Não é mais necessário! O balé  encontrou-se com o público em geral ,depois que filme Cisne Negro todo trabalhado na grife Rodarte que agradou crítica e alcançou a moda. Afinal quem nunca quis ser bailarina?#frustrada ou fez as velhas aulas de infância quando mamãe forçava a barra. Eu tenho até hoje, polainas rosas guardadas.

  O  balé romântico surgiu na primeira metade do século XIX, em 1830, e atraiu muitas pessoas devido o Movimento Romântico Literário que acontecia na Europa. O balé romântico é um dos mais antigos e prezam pela magia e a delicadeza de movimentos. A protagonista é sempre frágil, doce, delicada e apaixonada. A marca registrada do balé romântico é a sapatilha de ponta e em seguida os corsets e o tutu (saias feitas de tule, mais longas que o tutu usado no balé neoclássico). O tutu romântico ia até o tornozelo. Os movimentos do balé romântico e a sapatilha dão um ar de delicadeza, leveza e perfeição à bailarina, faz parecer que ela está flutuando, isso mostra claramente a figura da mulher perfeita, idealizada.

 

  Agora os trajes estão ao seu alcance e de seu guarda roupa.

 

 

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Channel 2011

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Colcci  inverno 2011

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Bailarina black de Hayley Williams do Paramore

 

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haja tule no tutu!

Só não perca a noção como…

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Anna della Russo_Editora da Vogue Japão no desfile de Marc Jacobs 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Binóculo- A moda passa por aqui

 

Retorno com nosso espaço de noticias!

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A semana de moda mais importante do nosso país comemorou 15 anos em grande estilo, em sua 30º edição teve grandes desfiles, tumultos, fofocas, muitas celebridades e principais tendências  já comentados em outros sites.

Destaco alguns pontos que me chamaram atenção:

-A Decoração e Arquitetura fenomenal desenvolvida para comemoração do evento, com materiais reciclaveis;

- A exposição que conta a história do evento e os melhores momentos, afinal já é o principal evento de moda de toda América Latina com presença da imprensa internacional especializada e blogueiros de opinião como Brian Boy dando uma boa olhada nas nossas produções;

- Desfiles conceituais demais ou comerciais demais. Destaco o desfile do Ronaldo Fraga como conceitual e primoroso. Foi comercial demais da Triton e  Colcci. Destaque para Amapô com sua mixc de texturas nas roupas e Cavalera com um desfile arrojado debaixo Dágua,encerrando o evento.

- Chamar celebridade internacional pra desfilar em sua marca exige o minimo de organização. Nisso a Triton mostrou está pronta e a Colcci , não. As vaias pra Ashton Kutcher e Demi Moore pela imprensa, foi uma vergonha alheia total;

- È redesign ou plágio? Rolaram flags Valentino falsos e meia dúzias de coisas.

 

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Já ouviu falar do filme? não. Então assistam Cisne Negro.

Por essas três razões:

-Retrata o mundo opressivo e perfeccionista de uma bailarina com Natalie Portman dando show de interpretação e concorrendo a melhor atriz no Oscar; Afinal quem não sonhou fazer balé classico e ser grande bailarina. Guardo minhas polainas rosas até hoje!

- O figurino foi concebido pela grife Rodarte;

- O filme é muito bom! Suspense do inicio ao fim, com a camera pegando todo trama psicológico da personagem, atormentada por não conseguir o papel do cisne negro que é alter ego do mau do cisne branco.

Keds pra quer te quero?

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Essas belezinhas são facilmente encontradas na Renner do Iguatemi aqui em Salvador,por preço acessível.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

RETRATO DA MODA

 

Não sei se é coincidência- desses fatos se repetem sem planejamento ou  uma verdadeira Cópia do que já deu certo.

Olhando a Grace Jones-modelo,atriz e cantora dance jamaicana, que emplacou vários sucessos nos anos 80, só consigo ver semelhanças com Mega Star barbardiana Rihanna em  estilo.  Evidente que o estilo musical de Grace-dance,powerpop e o gosto por polemizar a aproxima mais de Lady Gaga, inclusive a esnobou e chamou a Gaga de " Xerox” quando a convidou pra gravar o mega sucesso Telephone , tendo que passando a bola pra Beyoncé. Babados musicais!!!

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Vocês também acharam a maquiagem parecida ? Grace Jones lançou moda ao adotar um visual andrógino com direito esse corte curto e quadrado que copiado pelos negros americanos nos anos 70. O que falar de Rihanna, quando todas mulheres no mundo desejava seu channel á la UMBRELLA, trocou pelo corte curto  e abusou dele de todas as formas.

 

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Rihanna antes dos sopapos (agressão) do  Ex Cris Brown era mais girly, ousava, mas sem exageros. Depois, tomou gosto por loucuras, seu estilo vai de A-Z em cada aparição e Single, seu estilo tá pra decadence avec elegance. Grace também inovava  a imagem a cada disco- ficando conhecido seu estilo como Power Dressing.

Inclusive usar máscaras fetichistas de renda ou couro , lembra a Gaga, né?

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Mais do mesmo…

 

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Será só Gaga é Xerox??

Sobre o Blog …

 

 

Quero inicialmente pedir desculpas a tod@s por ter deixado o blog desatualizado e  ligeiramente ter sumido.

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Estou em fase de profunda busca por liberdade na minha vida. Tive que retirar algumas correntes que prendiam-me as coisas que  eram obstáculos em minha vida. Quero a liberdade de seguir a vida como vôo dirigindo por mim, com direito há grandes emoções e sentimentos, sem medo.

A liberdade de expressão no blog também faz com que eu prefira mil vezes um único bom post no mês do que encher de postagens inutéis ou repetitivas. A proposta desse blog , não é ser cult, é ser verdadeiro com que eu gosto de ler e ver sobre moda.

Adoro ver sites, os blogs de amigas e outras blogueiras, comentar sobre esmaltes e roupas, mas que sinto sobre a escolha do perfil do meu blog que para pessoa que busca desatar amarras, a liberdade dos meus textos é algo que persigo.

 

O blog vai continuar mais cheio de novidades e livre como nunca nesse ano de 2011. Como a pauta acumulou, esse mês de janeiro e fevereiro, vamos está cheio de postagens.

Obrigada!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Uma História de Sucesso- Yves Saint Laurent

 

“Nada é mais belo do que um corpo nu. A roupa mais bela que pode vestir uma mulher são os braços do homem que ela ama. Mas, para aquelas que não tiveram a sorte de encontrar esta felicidade, eu estou lá.”

Yves St. Laurent

Diante do burburinho do documentário sobre a vida do estilista e seu parceiro Pierre Bergé, trouxe-me um interesse febril por conhecer melhor sua história e obra. Evidente que sua morte recente no ano de 2008, ainda traga rastros de curiosidades e homenagens ao verdadeiro lançador de tendências ,ousado estilista e empresário.

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Yves Henri Donat Mathieu Saint Laurent nasceu em Orã, na Argélia, no dia 1º de agosto de 1936. Sua família, de origem alsaciana, havia deixado a França em 1870.
Sempre muito interessado em artes, especialmente pelo teatro, não demorou para entrar no mundo da moda. Chegou em Paris em 1954 e logo passou a frequentar a École de la Chambre Syndicate de la Haute Couture. Pouco tempo depois, ganhou um concurso internacional de moda com um vestido de coquetel, o que impressionou não só o então editor da revista Vogue, Michel de Brunhoff, mas também o já célebre Christian Dior, que logo o contratou como assistente.
A morte de Dior, no auge de sua carreira, em 1957, acabou transformando o jovem Saint Laurent no novo estilista da maison. Em sua primeira coleção para a grife Christian Dior, lançada em 30 de janeiro de 1958, apresentou os vestidos trapézio, de ombros estreitos e saia evasê - um grande sucesso na época. Com isso, ganhou o prêmio Neiman Marcus e o apelido de "Christian 2, o jovem triste".
Na coleção de 1960 não agradou muito com seus blusões de couro preto sobre blusas de gola rolê. Mais tarde, o look se tornaria sucesso nas mãos de outros estilistas com o nome de "beatnik chic".
Em setembro do mesmo ano, Saint Laurent foi chamado para servir na guerra da Argélia e acabou sendo substituído na maison Dior por Marc Bohan.
Em 1961, decidiu abrir sua própria maison com a ajuda de Pierre Bergé, seu amigo e companheiro até os dias de hoje. Seu primeiro desfile com a marca Yves Saint Laurent aconteceu em 29 de janeiro de 1962 e, a partir daí, a sigla YSL se tornaria sinônimo de elegância e vendas, alavancadas por uma série de licenças da marca, como meias, lenços, chapéus, bolsas, bijuterias, cintos, óculos e perfumes distribuídos em diversos países.
Em 1965, uniu moda e arte ao criar os vestidos tubinho inspirados nos trabalhos do holandês Piet Mondrian (1872-1944), artista plástico fundador do neoplasticismo [que usa um vocabulário restrito às verticais e horizontais e às cores puras]. O vestido se tornaria um ícone da moda.saintlaurent_mondrian
Outros artistas também o inspiraram em suas criações, como Pablo Picasso, Georges Braque, Andy Warhol, Velázquez e Delacroix.
Em 1966, Saint Laurent abriu a sua primeira butique de prêt-à-porter, a YSL Rive Gauche [que ficava exatamente do lado esquerdo do Sena] na rue de Tournon, em Saint-Germain-des-Près. Ele foi o primeiro costureiro parisiense de alta-costura a abrir uma butique de prêt-à-porter de luxo.
Acima de tudo, Saint Laurent sempre foi um inovador, até mesmo um revolucionário da moda, sempre buscando novas formas e atitudes para vestir as mulheres. Ainda em 1966, na coleção de verão de alta-costura, criou o smoking feminino, marca registrada do estilista.

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Nas palavras de Pierre Bergé, "Chanel libertou as mulheres e Saint Laurent lhes deu o poder", representado não só no smoking, mas também em outros clássicos, como os terninhos com pantalona. Foi ele quem transformou o blazer, o casaquinho de marinheiro e o vestido-camisa em ingredientes clássicos do guarda-roupa feminino.
Para Suzy Menkes, editora inglesa do International Herald Tribune, Saint Laurent mostrou outras possibilidades à mulher: "Hoje as mulheres andam normalmente de terno e calça comprida. Isso parece normal, cotidiano, mas na época a mulher era proibida de entrar num restaurante ou num hotel. O smoking, usado até hoje, foi uma provocação sexual, dirigido à mulher que queria ter um outro papel".
Em 1968, apresentou modelos surpreendentes como a saharienne [jaqueta tipo safári] e as blusas transparentes. No ano seguinte, abriu a butique Saint Laurent Rive Gauche para homens, em Paris.

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Em 1971, a "Coleção 40", de verão, mostrou vestidos estilo anos 40, com as costas nuas [um escândalo e um enorme sucesso de vendas] e Saint Laurent causou surpresa ao posar nu para o fotógrafo Jeanloup Sieff para o lançamento de seu perfume masculino.

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Em seguida, vieram as coleções da África [com muitos tops coloridos, estampas e dourados, entre materiais como ráfia e palha] e Rússia [em 1976, com muitos mantôs, saias amplas, veludos, casaquinhos e coletes bordados]. Saint Laurent trabalhou ainda outras coleções étnicas como Espanha, China e Índia.
Em 1977, lançou o perfume "Opium", mais um escândalo [por causa da referência do nome à droga] e mais um sucesso comercial.


Apaixonado pelo teatro, desenhou cenários e roupas para espetáculos de Edmond Rostand, Marguerite Duras ou Jean Cocteau. No cinema, vestiu atrizes como Claudia Cardinale e principalmente Catherine Deneuve, em filmes como "A Bela da Tarde" (1966) de Luis Buñuel e "A Sereia do Mississipi" (1969) de François Truffaut. Deneuve, que foi a madrinha da primeira butique Rive Gauche de Saint Laurent, é sua grande amiga até hoje, sempre presente em todos os seus desfiles.
Em 1982, o estilista recebeu o prêmio internacional do CFDA (Council of Fashion Designers of America) e, em 1983, comemorou 25 anos de criação com uma exposição no Metropolitan Museum of Art de Nova York, sob a curadoria da lendária editora da Vogue, Diana Vreeland (1903-1989). No mesmo ano, lançou o perfume "Paris", outro sucesso de vendas.


Em 1985, foi condecorado pelo então presidente francês François Miterrand com a legião de honra e ganhou o Oscar da Moda. Em 1986, foi realizada uma exposição inédita no Louvre, em Paris, com suas criações. Era a primeira vez que um costureiro expunha seus trabalhos no museu.
Em 1986, Pierre Bergé convenceu Saint Laurent a vender o setor de confecções da YSL ao grupo têxtil francês Mendés e usar o dinheiro para comprar o grupo de cosméticos Charles of the Ritz, que possuía os direitos de licenciamento da bem sucedida linha de perfumes do estilista.
Já em 1993, vendeu a grife para o grupo estatal Sanofi Beauté, braço farmacêutico do grupo de petróleo Elf-Aquitaine, o que chegou até a causar uma certa polêmica na época, por causa da suposta ajuda do presidente Miterrand, que era amigo de Pierre Bergé, nas negociações.
Em 1998, ganhou um desfile-retrospectiva em pleno campo de futebol, antes da final da Copa do Mundo da França. Além disso, o guarda-roupa da Copa, que contava com 4.200 uniformes, 19 mil peças e dez mil acessórios, foi assinado pelo estilista e encomendado pessoalmente por Michel Platini, que era o presidente do comitê organizador da Copa.


Em 1999, a marca, incluindo o prêt-à-porter, perfumes e demais artigos, foi comprada por valores que teriam chegado a US$ 1 bilhão, pelo empresário francês François Pinault, do grupo Pinault-Printemps-Redoute, que detém a italiana Gucci. Com isso, a partir de outubro de 2000, após a demissão de Alber Elbaz [o estilista que assinava a linha prêt-à-porter, escolhido por Saint Laurent] em fevereiro, a linha Rive Gauche (prêt-à-porter), passou a ser criada pelo texano Tom Ford, também criador da Gucci. Por contrato, Saint Laurent deveria ficar com duas coleções de alta-costura por ano até 2006.
Um sinal de seu descontentamento se deu em janeiro de 2001, quando Saint Laurent (que nunca havia assistido a nenhum outro desfile) compareceu ao de Hedi Slimane, seu ex-diretor da linha masculina que começava a trabalhar para a Dior, propriedade do grupo concorrente LVMH, ao invés de assistir ao desfile de Tom Ford, que fazia uma espécie de homenagem ao estilista.


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No dia 7 de janeiro de 2002, Yves Saint Laurent convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que estava se despedindo do mundo da moda. "Escolhi dizer hoje adeus a esta profissão que eu tanto amei." Disse também que seu sentimento era de desgosto por uma indústria que se rege pelo comércio em detrimento da arte.
Em 22 de janeiro, no Centre Georges Pompidou, em Paris, aconteceu o último desfile de alta-costura de Yves Saint Laurent. Foi uma grande retrospectiva das suas criações em uma hora e meia em que um exército de modelos desfilou as criações clássicas da marca, como a saharienne e o famoso smoking, entre blusas transparentes, vestidos Mondrian e Pop Art, além dos eternos terninhos andróginos. No encerramento, além das 60 modelos vestidas com o "le smoking", Catherine Deneuve emocionou os convidados ao cantar para seu amigo de tantos anos.
Era o fim de uma era de luxo, elegância e glamour na alta-costura, a era YSL.
A maison YSL de alta-costura será fechada em julho de 2002 e o prêt-à-porter continuará sob a batuta de Tom Ford e da Gucci.

Fonte:Almanaque Folha de moda

Tratando –se de um  incomum e talentoso estilista com mais de 40 anos de carreira e várias coleções lançadas sempre tem mais histórias há contar.

Continuamos…